quarta-feira, 21 de dezembro de 2016
17/12/2016 - 4.º Encontro Nacional da FRENTE CÍVICA - Faro - Maria Teresa Serrenho
Concluída a edição das filmagens (feita por voluntários), e após termos já publicado a intervenção inicial de Paulo de Morais iremos agora publicar, sequencialmente, todas as intervenções do 4.º Encontro Nacional da Frente Cívica.
terça-feira, 20 de dezembro de 2016
Janela da Frente - MÁRIO FROTA - Prioridade no Atendimento
PRIORIDADES NO ATENDIMENTO...
DEFICIENTES,
IDOSOS, GRÁVIDAS, PESSOAS COM CRIANÇAS DE COLO SEM PROTECÇÃO ESPECIAL?
Ainda agora, em Espanha, as prioridades no aeroporto Adolfo Suarez, Barajas,
Madrid, eram para os detentores dos cartões de fidelidade da IBÉRIA (um imenso
rol enumerado à exaustão) e, só depois, os idosos, os deficientes, etc., é que
eram atendidos. Uma sorte de prioridade atenuada, de prioridade de segundo
grau…
Nesta Europa das civilizações já nada nem ninguém se respeita…
Hoje (12 de Dezembro de 2016) fomos à Loja do Cidadão, em Coimbra.
E tirámos uma senha com a denominação: PRIORITÁRIO.
E, ao apresentarmo-nos à atendente, fomos logo questionado: “PRIORITÁRIO?”
Mas porquê?
Resposta: “porque, minha Senhora, não se vê que é de um idoso que se trata?”
- “Mas a lei não lhe dá esse direito. E só fala de idoso. Não diz a idade…
- “Não fala de idade? Os 65 anos nada lhe dizem?” É idade universal para os
países “desenvolvidos”… Que para os outros idosos são já os que hajam atingido os
60 anos…”
- “E, mesmo isso”, remata a “esclarecida” senhora, “vai acabar…”
“Olhe que não, ripostámos, a lei não
vai acabar com nada disso! E até vai ampliar o direito em todos os lugares de
atendimento, públicos e privados.”
“A Senhora conhece o DL 135/99, de 22 de Abril, reformado em 2014?”
“Pois havemos de mandar-lhe um exemplar”, foi a observação final.
Uma vergonha!
Mas não! Vamos mandar, sim, à Secretária de Estado da Modernização e à
gerência da Loja do Cidadão um relato do incidente! Para que formem esta gente!
Para que a eduquem! Para que lhes dêem uma dose de urbanidade para que a
distribuam pelos cidadãos que deles se abeiram.
Ora, o DL 135/99, de 22 de Abril, modificado pelo DL 73/2014, de 13 de Maio,
reza, sob a epígrafe “prioridades no atendimento”, no seu artigo 9.º, o
seguinte:
1 - Deve ser dada
prioridade ao atendimento dos idosos, doentes, grávidas, pessoas com
deficiência ou acompanhadas de crianças de colo e outros casos específicos com
necessidades de atendimento prioritário.
2 - Sem prejuízo do
disposto no número anterior ou em legislação especial aplicável, os portadores
de convocatórias ou os utentes com marcação prévia, feita nomeadamente por
telefone ou online, têm prioridade no atendimento junto do serviço público para
o qual foram convocados ou junto do qual procederam à marcação prévia.”
Afiança também um, de entre os muitos lesados, que em tempos se nos dirigiu:
“A CGD diz que lei não é com eles
porque são privados e que não há prioridade para ninguém…
Interpelada, respondeu por carta a
dizer que a lei não a abrange. O meu pai quando vai à Caixa Geral de Depósitos,
de cadeira de rodas, cego, diabético, jamais lhe deram ali e ou lhe terão dado
prioridade.”
Mais do que o cumprimento de um qualquer preceito legal é de uma questão de
urbanidade, de civismo, de humanidade, em suma.
Na realidade, o diploma enunciado, só se aplica “aos serviços da
administração central, regional e local, bem como aos institutos públicos nas
modalidades de serviços personalizados do Estado ou de fundos públicos.”
A CGD tem um estatuto especial. Porém, o estribar-se no seu estatuto, na
lei, para denegar algo de elementar, constitui suma injúria!
Aliás, a CGD não deveria ignorar que
"A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, adoptada na
Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, no dia 30 de Março de 2007,
aprovada pela Resolução da Assembleia da República n.º 56/2009, de 30 de Julho,
e ratificada pelo Decreto do Presidente da República n.º 71/2009, de 30 de
Julho, vem reiterar o dever da sociedade em assegurar que as pessoas com
deficiência ou incapacidade possam usufruir de todos os direitos humanos e
liberdades fundamentais na mesma medida que qualquer outra cidadã ou cidadão”…
Só num País em que a iniquidade, a prepotência e a arbitrariedade
preponderam é que tal se observa. Sem eventual reacção seja de quem for.
A Caixa Geral de Depósitos será eventualmente privada para actos do jaez
destes, mas é pública para “carregar” nos contribuintes, para deles se
prevalecer para que se recapitalize, se viabilize económica e financeiramente e
para cobrir os ruinosos actos de administrações e gestores…
A apDC regista com notória mágoa o facto, neste Portugal que já foi campeão
de humanidades e cada vez mais se bestializa na máxima “o homem lobo do homem”…
Pelo insólito, pelo gesto de declarada arrogância, pela desumanidade perpetrada
pelos responsáveis num País que está cada vez mais longe dos padrões de
civilidade dos tempos que correm (ou talvez não!).
Que se registe a nossa mais que justificada indignação!
Nota final: O DL
58/2016 revoga a partir de 27 de Dezembro p.º f.º o n.º 1 do artigo 9.º do DL
135/99, citado de início. A regra passa a aplicar-se a todas as entidades
públicas e privadas. A CGD deixa de ter pretextos para não cumprir algo que, em
bom rigor, não precisaria de lei para se observar…
Noutro apontamento tornaremos ao diploma legal de Agosto de 2016, cuja
entrada em vigor ocorrerá a 27 de Dezembro, e que traz até umas definições
interessantes susceptíveis de provocar um sem número de arbitrariedades…
Tornaremos.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2016
domingo, 18 de dezembro de 2016
Janela da Frente - TEMPO CIRCUNSTANTE - António Manuel Ribeiro
Tempo circunstante
Pedem-me um texto, eu pergunto à
febre se me permite uma pausa e venho à escrita para não defraudar os meus
parceiros de causa e aventura cívica. Falhei Faro, mas sei que vai correr bem.
E correr bem significa que vão aparecer pessoas, anónimos de todas as classes
profissionais e graus académicos, para revelarem as suas preocupações: ouvi
disso no Porto e em Lisboa, temos recebido contributos que gente que tem muito
por contar reforçando este ensejo que nos uniu – mudar o país, começando pelas
mentalidades acomodadas sob o peso da canga.
Sou politicamente incorrecto, que
já de tanto repetido pode surgir como mais-valia curricular. Mas não é, aí que
pretendo chegar. As minhas palavras aqui inscritas seguem o destino que um dia
tracei para actuar civicamente pela arte – o poema e a canção – junto dos meus.
Preocupo-me com o triste destino que assenta figurino inevitável desde a
liberdade e a dignidade que um punhado de militares nos ofereceu na madrugada
do dia 25 de Abril de 1974. De lá até hoje somam-se os erros, repetem-se as
desculpas. Todos deram o melhor de si, os desaires são filhos de mãe incerta,
de preferência estrangeira, e nesta míngua colectiva a malta vai-se
desenrascando – estará nos genes. Talvez. Mudemos o ADN da desgraça.
Não vou recuar aos tempos de
César e das tentativas de romanizar esse povo ancestral da Lusitânia, que não
se sabia nem se deixava governar, e quando em cativeiro em vez de se unir para
enfrentar o invasor, entretinha-se em lutas intestinas – a herança, contudo,
calça como uma luva aos deste torrão amado.
Sendo politicamente incorrecto,
não vou trazer ao raciocínio estatísticas e números que nunca guardo,
regozijo-me de conhecer o Dr. Paulo de Morais e por ele descobrir o fartar vilanagem
que tem sido estes anos ricamente democráticos (para alguns). Um matemático,
professor universitário, ajuda muito a ler o que nos escondem.
O que dirige este texto breve,
antes que o pequeno vírus abata o cavalo de novo, é o tempo circunstante, os discursos
e o palavreado de circunstância que todos decoraram para se levarem a sério: é
como o debitar de uma pobre peça teatral numa companhia de bairro à noite nos
noticiários, ouvi-los cansa. Depois escutar a repetição dos comentadores
oficiais, que esmiúçam o que ficou por dizer para a intoxicação ser completa,
comentadores tão soberanos que já integram senadores comentaristas saídos de
uma cátedra invisível.
Há um par de anos, nos tempos da
troika sedeada entre nós, a Dra. Cândida Almeida, ex-procuradora-adjunta,
confessou com a suavidade que os sobreiros do Alentejo propõem em Setembro,
perante um aglomerado de jovens a frequentar a Universidade de Verão da PSD em
castelo de Vide, que Portugal não era um país corrupto, com proliferação de
habilidosos em cada esquina do poder e da economia. Olhei para a televisão,
guardei a frase e o olhar ternurento de quem pelo povo assume a defesa dos seus
direitos, e perguntei-me: será que a Dra. Maria José Morgado e esta senhora
vivem em países diferentes?
O anterior primeiro-ministro
socialista (?) ainda não tinha sido detido, e os chamados processos de
colarinho branco saltavam como numa mesa de pingue-pongue partilhada pelo
Procurador-Geral da República e o Juíz-presidente do Supremo Tribunal de
Justiça (olha que dois, sussurra-me o vírus): ali se tudo falhasse não falhava
o formalismo – a corte seguia incólume.
No dia 10 de Dezembro, o diário
Correio da Manhã trazia na sua página 16 uma notícia muito importante revelando
que ao longo de 2016 fora realizada uma detenção por corrupção a cada três
dias. Ou aprenderam agora e depressa a arte de corromper ou a Dra. Cândida
Almeida vivia noutro planeta.
Acabo este texto com a febre à
porta (ainda falta uma hora para novo Ben-u-ron) com outro sublinhado que
reflecte esta intoxicação de palavras de circunstância que nos atiram como
rebuçados aos miúdos depois da missa com casório na aldeia: o caso em destaque a
que chamaram ‘Máfia do sangue’ só vem provar que a carpete esconde muito lixo
há demasiado tempo.
4.º Encontro Nacional da Frente Cívica em Faro
4.º Encontro Nacional da Frente Cívica realizado em Faro
A planificação inicial
da organização da Frente Cívica foi a de realizar quatro encontros
Nacionais, cujas
conclusões serão a base de trabalho para a elaboração dos princípios e
estatutos da Frente Cívica.
O 1.º Encontro realizou-se em Coimbra, o 2.º foi no Porto, o 3.º Encontro
Nacional foi
em Lisboa e o 4.º e último (desta fase de formação da Frente Cívica) foi em Faro.
Este como os outros encontros foram filmados, todas as sugestões e opiniões ficaram
registadas e serão tomadas em devida conta pela Comissão Instaladora.
Este como os outros encontros foram filmados, todas as sugestões e opiniões ficaram
registadas e serão tomadas em devida conta pela Comissão Instaladora.
A síntese escrita deste encontro, será publicada no Blog da Frente Cívica e na nossa página de facebook.
Assim se concluiu a primeira fase da constituição da FRENTE CÍVICA, os primeiros passos foram dados, foi um óptimo Encontro, com muita participação, com muitas ideias e ideais, a FRENTE CÍVICA é nossa e nossa é a responsabilidade de a fazer crescer forte e eficaz.
Ainda este ano iremos realizar a escritura pública, seguir-se-á a planificação das actividades a realizar em 2017.
A Frente Cívica está lançada, depende de todos o seu crescimento e a sua força.
VAMOS!
Ainda este ano iremos realizar a escritura pública, seguir-se-á a planificação das actividades a realizar em 2017.
A Frente Cívica está lançada, depende de todos o seu crescimento e a sua força.
VAMOS!
sexta-feira, 16 de dezembro de 2016
Último dia de Inscrições como Sócio Fundador da FRENTE CÍVICA
As inscrições como Sócio Fundador da FRENTE CÍVICA, terminarão no dia 17 de Dezembro, dia em que se realizará o 4.º Encontro Nacional em Faro.
Inscreva-se em:
https://docs.google.com/…/1FAIpQLSemMukUeuKh9y_DBE…/viewform
quinta-feira, 15 de dezembro de 2016
Janela da Frente - DAS JANELAS DA MINHA CASA - Luís Serrenho

Das janelas da minha casa, das várias janelas que hoje temos ao nosso dispor, tenho vista privilegiada para observação atenta com os meios disponíveis.
Há janelas mais transparentes,
como são as do meu computador. E outras, que tentam ocultar com cortinas opacas
de censura, os assuntos que não servem o sistema que as comandam.
Mesmo assim começo a verificar
uma mudança na sociedade portuguesa, claro que são sinais ténues, ainda pouco
expressivos, para a inquietude e desassossego que nos afectam.
Com o optimismo consciente e inspirado
do meu olhar, dou conta de que muita coisa boa está a acontecer.
A cidadania está em crescendo,
fazendo com que a democracia participativa esteja cada vez mais expandida,
contribuindo para ajudar a quebrar a teia dos interesses instalados na manjedoura
do estado.
Vale a pena acolher
iniciativas cidadãs, a fim de pôr cobro aos desmandos desta democracia
representativa doente, onde não se respeitam as pessoas nem a Constituição Portuguesa.
Há várias vozes a emergir na
sociedade, determinadas a corrigir, denunciando com objectividade, o que houver
a denunciar. Calar é que não!
Da minha janela vejo chegar
cada vez mais reforços para esta nossa causa, mas teremos que ser muitos.
Muitos a pensar, a pensar de maneiras diferentes, a pensar livremente, mas com
o objectivo comum de fazermos uma sociedade mais igualitária.
A tarefa é árdua e ciclópica,
mas ao flagelo da corrupção não se pode dar tréguas, o combate tem que ser permanente
custe o que custar.
Portugal tem que se tornar um
país respeitável, onde os corruptos sejam julgados e os seus bens arrestados, ressarcindo
o estado.
Da minha janela quero ver mais
pessoas interventivas, sem medo, livres, conscientes da sua razão.
Parafraseando um parente meu:
“Os homens sérios e honestos,
um dia ainda hão de vir a ter valor!...”
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