terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Mensagem de Paulo de Morais aos Sócios Fundadores da FRENTE CÍVICA


Esta foi a mensagem que enviámos hoje aos 515 Sócios Fundadores da FRENTE CÍVICA:

Caro (a)
Nasceu a FRENTE CÍVICA, a NOSSA Frente Cívica! A escritura pública de constituição teve lugar hoje, às 15 horas. É consigo, sócio fundador da Frente Cívica, que em primeiro lugar quero partilhar a satisfação pela concretização deste feito.
Com este acto de formalização, a Frente está agora em condições de cumprir a sua missão na vida pública portuguesa: identificar os problemas crónicos da sociedade, denunciar os seus responsáveis e lutar empenhadamente na sua resolução. Iremos, a partir de hoje, trabalhar para que a Frente cumpra o seu papel na vida pública nacional.

A gestação da Frente foi, como sabe, um processo participado que decorreu ao longo de meses pelo país, com auscultação permanente da opinião de todos quantos partilham os nossos princípios e preocupações. Ouvimos centenas de pessoas, recolhemos valiosos contributos. Realizámos quatro Encontros Nacionais (em Coimbra, Porto, Lisboa e Faro). Constituímos o núcleo de SÓCIOS FUNDADORES (quinhentos e quinze), que integra. Serão sempre estes os fiéis depositários dos princípios e dos valores constitutivos da Frente Cívica.
Agradeço-lhe pois, hoje com especial alegria, a sua adesão à Frente. E renovo o pedido de participação nas importantes tarefas que se nos apresentam pela Frente, já neste futuro próximo.
A organização interna da Frente fica agora nas mãos da sua Comissão Instaladora constituída por mim próprio, Maria Teresa Serrenho, António Manuel Ribeiro, Mário Frota, Henrique Cunha e Luís Serrenho. Dar-lhe-emos conta dos passos que formos dando.

Com a Frente formalmente constituída, a partir do Núcleo de Fundadores a que ambos pertencemos, com organização e vontade, seguramente que em poucos meses a Frente Cívica contribuirá para o aumento de participação e para a melhoria da vida pública em Portugal.
Contamos consigo, conte connosco. Vamos! 
Paulo de Morais

Escritura Notarial da FRENTE CÍVICA

Hoje  dia 27 de Dezembro de 2016, realizou-se a escritura Notarial da FRENTE CÍVICA, Associação, este acto realizou-se no Cartório Notarial em Caldas da Rainha, na presença da Notária Teresa Sampaio.

domingo, 25 de dezembro de 2016

Janela da Frente - UM DESAFIO ESPECIAL - Maria Teresa Serrenho






 


UM DESAFIO ESPECIAL


Hoje foi Dia de Natal!


Mais do que toda a simbologia ligada a este dia, para mim foi, sobretudo, mais um dia de reunião de família.

Algumas famílias só se podem reunir nesta época. Não é felizmente o nosso caso e é sempre muito gratificante ter a casa cheia e comemorarmos o estarmos juntos e o querermo-nos bem. Este ano faltou o meu filho. Ficou longe, consequência do tempo que vivemos. Mas em breve o teremos de novo connosco e vai ser outra vez Natal, com toda a família reunida.
Mas nesta época de família e de união, não posso esquecer as muitas famílias cuja mesa não teve a fartura das nossas mesas. Não teve o calor e o conforto de uma casa aconchegada e isso dói.
Fico sempre desagradada com os excessos de falsos esplendores, de luzes exuberantes nas ruas das cidades, com festejos mais ou menos folclóricos e exagerados, onde, em simultâneo, surge a contradição de uma verdadeira explosão de jantares de beneficência ou almoços solidários, de “campanhas” e “donativos”.
Hoje também foi o dia dos que tudo perderam e que se viram obrigados a recorrer a uma qualquer organização para os sem abrigo, onde gente bem intencionada lava a alma, num altruísmo que acaba por pactuar com o egoísmo de outros que empurraram, com a sua ganância, com a vil corrupção e a sede de poderes, uma parte destas pessoas, que tiveram as suas vidas organizadas e que agora se vêem empurradas para esta triste humilhação.

Mas hoje foi também um dia da Mulher.

Da Mulher mãe, avó, filha… Da Mulher que tudo achou pouco para colocar na mesa para a família. Da mulher que contou os míseros tostões, fazendo contas e mais contas para que “chegue para tudo”. Da mulher que decorou a sua casa, a sua mesa, que mimou, conforme pôde, a sua prole.
Da mulher que tudo faz pelos seus, mas que se limita ao conformismo das contingências da vida, trabalhando em casa e fora dela, mas abstendo-se muitas vezes de participar na vida politica e social, de forma interventiva.
Quando, em eventos públicos, vejo plateias cinzentas (dos fatos dos homens), em que apenas se reconhecem cinco ou seis pinceladas de cor, das vestimentas femininas, geralmente mais coloridas e menos uniformizantes, não posso deixar de me questionar:
- Onde estão as Mulheres?
Estamos numa sociedade pouco participativa, é certo, mas a participação feminina é significativamente, ainda, mais reduzida. Porque será?
Será porque consideram que não vale a pena? (porque afinal fica sempre tudo na mesma!...)
Será que é por não terem tempo?
Porque têm medo de se expor?
Será porque não têm a consciência de que o bem estar dos seus, também se constrói se tivermos uma sociedade melhor?
Porquê?
Quando, em Portugal, uma grande maioria de mulheres tem mais formação académica que os homens, onde estão elas? Porque não as vemos nos debates, nos comentadores das televisões, nas autarquias, na Assembleia, no Governo?

Permitam-me que neste dia de Natal deixe uma mensagem e um desafio especial para as Mulheres:

Ser Mulher tem que ser muito mais do que ser esposa e mãe (por mais que esses papeis nos dignifiquem e realizem).
Somos muito fortes e determinadas, como aliás provamos todos os dias. É preciso que assumamos o nosso verdadeiro papel na sociedade e na política. Que assumamos com responsabilidade, que podemos fazer a diferença, tão necessária para que a nossa sociedade seja mais justa, mais honesta e equilibrada. Para que deixemos aos nossos filhos e netos um Portugal melhor!
Coloque, pois, na sua lista de desejos para 2017 um novo compromisso de participação cívica activa. Um Novo Ano vai chegar em breve, que seja um BOM ANO para TODOS.

 


 


 


 

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Janela da Frente - IRMANDADES. SECRETAS E PERVERSAS - Paulo de Morais




Irmandades. Secretas e Perversas.

Uma das mais poderosas sociedades de advogados nacional, a PLMJ, foi recentemente investigada no caso da “Máfia do Sangue”. Um dos seus sócios foi mesmo constituído arguido. Dois dos seus mais proeminentes representantes são José Miguel Júdice e Nuno Morais Sarmento, ambos advogados, políticos e comentadores televisivos, na RTP e na TVI. Nos seus programas semanais, ambos fugiram ao tema escaldante da corrupção nos negócios do sangue, com a cumplicidade dos jornalistas que, embevecidos, os entrevistavam.

Este é um modelo que representa o “modus faciendi” das sociedades de advogados. Usam a sua posição de comentadores nas televisões a seu bel-prazer para defender os interesses dos seus clientes e camuflar a informação negativa. Exemplos de personalidades de tripla face (políticos, comentadores e advogados) são muitos. Temos, assim, António Vitorino, sócio da firma “Cuatrecasas” ou Marques Mendes, da todo poderosa “Abreu Advogados”.

Sociedade igualmente relevante no panorama português é a “Morais Leitão, Galvão Teles Soares da Silva e Associados”. Lança jovens na política e no Direito como os ex-governantes Assunção Cristas, Adolfo Mesquita Nunes ou Paulo Núncio. Ou o actual advogado/deputado do CDS Francisco Mendes da Silva. Os interesses dos seus clientes são defendidos no comentário político televisivo na SIC por Lobo Xavier que comenta toda a actividade política e económica sem que os telespectadores se apercebam das suas ligações ao Grupo Mota-Engil, ao BPI e a outros tantos interesses.

É também destas sociedades de causídicos que sai a legislação que mais prejudica os portugueses, como a das ruinosas parcerias público-privadas, elaborada na “Jardim, Sampaio, Magalhães e Silva”, a que dão corpo e nome os socialistas Vera Jardim e Jorge Sampaio. Vera Jardim, que debate na rádio com Morais Sarmento, da já citada PLMJ. E até os interesses estrangeiros mais obscuros são representados por estas sociedades. A “Uria Menendez” vem defendendo, através do todo-poderoso Daniel Proença de Carvalho os interesses de Eduardo dos Santos, Ricardo Salgado e Sócrates. Proença faz comentário político na rádio sem revelar quem serve. Preside à Administração do “Jornal de Notícias” e pode assim censurar as vozes incómodas aos negócios dos seus clientes.  

As sociedades de advogados são, em Portugal, as irmandades perversas do regime, as verdadeiras sociedades secretas. Fazem Leis, dominam a política, condicionam a comunicação social. E os seus membros atuam disfarçados.