terça-feira, 14 de fevereiro de 2017





 

Em reunião da Comissão Instaladora da Frente Cívica, foram tomadas as seguintes decisões:


  •  Por não se enquadrar nos objectivos da Frente Cívica e por incapacidade logística, não serão, por regra, tratados assuntos individuais; 
  •   A admissão de novos associados, será analisada e aprovada em reunião da Comissão Instaladora; 
  •  A quota anual de Associado será de 24€ (2€ mês);                                                         (Caso subsista dificuldades económicas, poderão ficar isentos com pedido expresso à Comissão Instaladora, através de carta ou email.)                                                                                         Podem fazer o pagamento através de transferência para: IBAN: PT50-0045 5136 4028390481093 
  • Os valores que excederem a quota anual, serão considerados donativos, dos quais serão passados os respectivos recibos (dedutíveis à colecta), as transferências deverão estar identificadas com o nome do associado, para possibilitar o envio do respectivo recibo;
 Plano Anual de Actividades:

  • Dinamização do Blog e da página do Facebook da FRENTE CÍVICA; 
  • Janela da Frente” - Publicações periódicas, às terças feiras, quinta feiras e domingos, com artigos de opinião dos membros da Comissão Instaladora e/ou convidados. 
  • Tomadas de posição mensais sobre assuntos considerados prementes, através de comunicados ou cartas aos responsáveis. 
  •  Caminhos da Frente” – Reuniões bimestrais a realizar pelo país, com debates temáticos ou generalistas e com o objectivo de aproximar a Frente das pessoas. 
  •  Apresentação da Frente Cívica, através de contactos protocolares, a várias entidades nacionais consideradas credíveis;
  • Realização de três eventos nacionais: 
    • Realização de um Seminário sobre as PPP Rodoviárias, em 8 de Abril no Porto; 
    • Realização de um Congresso/Seminário realizado em parceria com outras organizações “Futuro de Angola”, em Maio; 
    • Realização de um Seminário sobre “Protecção de Idosos”, a realizar em finais de Setembro, dia e local a anunciar. 
 (Serão organizados documentos finais (impressos e digitais) dos eventos, que serão entregues às entidades visadas, à comunicação social e a quem se manifestar interessado.)
  • Realização de uma Reunião Plenário para preparação das eleições dos Corpos Sociais.




domingo, 12 de fevereiro de 2017



CARTA DE PRINCÍPIOS


A Frente Cívica é uma rede de pensamento e acção colectivos. Procura combater os problemas crónicos da sociedade portuguesa, através da denúncia dos mecanismos subjacentes e dos seus responsáveis, identificando soluções e formas de as implementar. A Frente Cívica é um movimento de cidadãos para cidadãos que recusa ideologias partidárias e apenas aceita princípios de acções.  A Frente Cívica quer promover a reflexão sobre os problemas sociais e políticos que afectam Portugal e pugnar pela sua resolução em benefício do colectivo. A Frente Cívica rege-se pelos seguintes princípios:

1.    A Frente Cívica defende a dignidade da pessoa humana, pugna pelos direitos humanos e elege a liberdade, a igualdade, a solidariedade e a justiça como vectores fundamentais.

2.    A Frente Cívica respeita o Estado de Direito democrático e a soberania Portuguesa.

3.    A Frente Cívica promove o princípio da democracia participativa, reconhecendo a cada cidadão o direito a participar no debate, deliberação e tomada de decisão relativamente ao governo e destino do País.

4.    A Frente Cívica apoia-se na defesa do princípio constitucional da liberdade de expressão, princípio que honra combatendo o medo e todas as tentativas de cercear o livre debate e o direito à opinião.

5.    A Frente Cívica defende uma sociedade solidária e inclusiva, procurando envolver nas suas acções cidadãos de qualquer estatuto socioeconómico, em especial os que não têm recursos para participar nos processos democráticos.

6.    A Frente Cívica salvaguarda o interesse geral em todas as suas acções, procurando soluções que beneficiem os cidadãos e a comunidade nacional, assim como as suas futuras gerações.

7.    A Frente Cívica pugna pela transparência da vida pública, pela equidade fiscal, a probidade nos gastos públicos e a sustentabilidade ambiental.

8.    A Frente Cívica defende um espaço público saudável, participativo e aberto à discussão sobre questões que verdadeiramente afectam a qualidade de vida, segurança e conforto dos portugueses.

9.    A Frente Cívica usa todos os meios legítimos à sua disposição para defender as causas pelas quais se bate sem olhar a fronteiras, desde a denúncia pública às instâncias judiciais, passando pela interpelação de responsáveis políticos e administrativos.

10.  A Frente Cívica pugna pela mobilização activa dos portugueses na defesa das causas colectivas, combatendo a indiferença e o alheamento político.

Janela da Frente - NASCIDOS EM 2000 - A GERAÇÃO COBAIA - Henrique Trigueiros Cunha




Nascidos em 2000 - A geração cobaia

Aparentemente as crianças nascidas no ano 2000 têm pouco jeito para a matemática.
Os futuros médicos, engenheiros e economistas, agora com 17 anos, tiveram resultados desastrosos no seu 10º ano e este ano não estão melhores! Não é normal nem saudável para a auto estima dos alunos termos turmas inteiras com nota negativa numa disciplina de opção. Nunca como agora assisti a tantos alunos a mudar para as artes ou letras perante as dificuldades que encontraram na Matemática!
Como é óbvio, semelhante fenómeno não se deve a um particular alinhamento dos astros ocorrido no início do novo século. Esta é a geração das cobaias do novo programa da disciplina.
A ver pelos resultados, também os que como eu nasceram em 1971 não percebiam nada do assunto. Em 1989 nós fomos as cobaias do novo regime de acesso ao ensino superior que incluia a pioneira PGA – prova geral de acesso – e establecia que o exame de ingresso seria da responsabilidade das universidades e não da escola que nos ensinou.
Ninguém fazia ideia do que constavam as provas nem como as preparar convenientemente. Resultado: a média das notas do exame de matemática nesse ano foi inferior a 4 valores e muitos foram os alunos que como eu entraram na faculdade com médias globais negativas!
A minha experiência permite-me compreender o desespero desta nova geração cobaia dos nascidos em 2000 e dos seus pais que não percebem o que se passa com os seus filhos.
Estou a falar de dezenas de milhar de jovens que em 2018, depois de um calvário de 3 anos, se vão candidatar à universidade com médias consideravelmente mais baixas que as actuais e irão concorrer em condições desiguais com todos os que se apresentem com os resultados obtidos em 2017.
Naturalmente que com o esforço dos professores e alguns acertos administrativos a situação ficará regularizada nos próximos anos – já se notam consideráveis melhorias nos resultados dos alunos um ano mais novos - mas para os de 2000 já virá tarde.
Se é aceitável que os programas sejam revistos ou actualizados periodicamente, não consigo encontrar justificação para uma mudança tão profunda como esta. No ensino inglês o programa da disciplina de matemática vigora desde os anos 50 em escolas de todo o mundo!
As permanentes alterações nos programas e regimes de avaliação fazem vítimas...
Pergunto-me como pensa o ministério da educação minimizar o problema desta geração...

Henrique Trigueiros Cunha

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Janela da Frente - O ERRO ORTOGRÁFICO - António Manuel Ribeiro





O Erro Ortográfico


Na semana em que uma delegação da Academia das Ciências de Lisboa promoveu na Assembleia da República uma abordagem sobre rectificações necessárias e urgentes ao Erro Ortográfico – cuidado, que há mais gente por aí certificada ao domingo ou 'adoutorados' por soma de cupões da Farinha Amparo -, li um artigo sobre os erros ortográficos nos comunicados da Casa Branca, publicado pelo insuspeito The Guardian. Confrangedor e banal, a arrogância do cobói abafará os precários do alfabeto inglês.
Por cá tem sido um fartote, por ventura nunca se escreveu tão mal e há muito boa gente que já se encosta ao disparate do Erro Ortográfico (para haver um acordo tinha de haver signatários desse acordo, mas até agora não houve consenso) para escrever deficientemente. O meu rígido professor da 4.ª classe deixaria as mãos a arder a muito nariz levantado da nossa praça.
Há dois dias, na abertura do portal Sapo vi um anúncio da MEO. Prometia à clientela da operadora que se iria apaixonar com letra grande (A), escrito numa tarja rosa, quando o correcto seria apaixonar com letra maiúscula.
Talvez um criativo da agência de publicidade contratada pela MEO nos queira dizer que o defeito é feitio. Mas não é. É erro. Das letras do abecedário não se diz grande ou pequeno, mas maiúsculo ou minúsculo. Ou será que os alvos do anúncio estão tão bem identificados que a mensagem passa muito melhor defeituosa? Perdoa-lhes Camões, que eles não sabem mas fazem.
Ainda esperei (até hoje) um laivo de inteligência por parte do governo ao receber a proposta de afinação do Erro Ortográfico em vigor, a que chama Acordo, mas o ministro dos Negócios Estrangeiros – por onde andarão os da Educação e da Cultura? – proferiu, em resposta, uma daquelas declarações que eles empinam quando chegam ao poder. É um manual secreto que ensina a todos que entram para as cadeiras da governação como falar sem nada dizer mantendo a compostura, o tom e o ar de estarem a dissertar profundamente sobre coisas muito pensadas.
Confesso que nunca fui à bola com este senhor, que esteve ao lado dos que nos trouxeram a mais uma bancarrota, a de 2011, comentador trauliteiro que revelava restos de um trotskismo mal enterrado. Mas tem vocação para ministro, percebe-se.
Disse que não era este o tempo para alterar um Acordo assinado e em vigor em dois países, Portugal e Brasil (não é verdade, senhor ministro, há muito que o povo brasileiro adoptou maneirismos que agora fomos copiar), esperando-se que o resto da lusofonia o faça. Quando? Porquê perder a alma?
Este Erro Ortográfico viola o princípio científico de uma língua, a etimologia que criou vocábulos e estes um discurso escrito e falado coerente.
Para quando, senhor ministro, o tempo certo para corrigir os erros que vão sendo somados, essas calendas gregas vulgares em política, esta deriva que está a criar mais analfabetos funcionais, apesar de, nas tiradas inflamadas dos últimos governos, dizerem que temos as gerações mais qualificadas, quando o correcto seria dizer mais certificadas?
Dá-se, por ventura, ao luxo de anotar os erros que os jornais, em papel e virtuais, publicam sem uma correcção a posteriori, porque das duas alguma, ou já ninguém sabe corrigir, ou esquecer dá mais jeito?
Talvez o senhor ministro sacuda a importância de uma língua correcta – é a nossa – por ter outros assuntos mais urgentes, como por exemplo, aclarar se devemos cortar relações diplomáticas com o Iraque ou prepararmo-nos para a guerra – a agressão ao miúdo português foi comprada e todos se calaram. Diplomacia e livro de cheques. Soberania, logo se vê. A ironia serve este tempo.
Andamos de cócoras em tantas horas do dia que dava gosto ouvir por uma vez a diferença que não batesse na vulgaridade, no lugar-comum, no mais do mesmo que mantém os do poder no poder e os outros no rebanho.

António Manuel Ribeiro