quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Janela da Frente - Começar de novo - Maria Teresa Serrenho


Começar de novo

Mais um ano está a chegar ao fim. É habitual dizermos que passou num instante, que os anos voam, o que não deixa de ser verdade, no entanto para mim, este foi um ano tão diversificado em acontecimentos e emoções, que dificilmente posso considerar que passou num instante, pelo contrário parece-me que foi enorme. Olhando para trás constato que a minha acção cívica foi tão intensa que é quase impossível dissociá-la da minha vida privada.
Na vida privada tive momentos de amizade partilhada, de viagem, de convívio, de reencontro, de aprendizagem, de alegria e diversão, de ternura e gratidão. Mas também momentos de perda e de tristeza, que nos abalam e fazem pensar sobre o valor da vida e sobre as escolhas que fazemos para a aproveitar em cada momento.
Eu escolhi há muito, não ser conformista, nem revolucionária de sofá, mas antes uma cidadã activa e interventiva, por isso continuo aqui.    
Desde o início do ano que as acções da Frente Cívica se multiplicaram, foi o cessar de funções da Comissão Instaladora, a realização da Assembleia Eleitoral e logo de seguida a organização e apresentação da Iniciativa Legislativa de Cidadãos para vencer as PPP - Rodoviárias. Seguiu-se uma quase volta a Portugal, de norte a sul, desdobrámo-nos entre sessões de esclarecimento e recolhas de assinaturas.
Nestas andanças conhecemos pessoas interessantes e interessadas, pessoas que se dispõem a organizar eventos, que recolhem assinaturas junto dos seus conhecidos e familiares. Mas constatámos também, que há pouca capacidade de mobilização e pouca resiliência por parte da generalidade das pessoas.
O que agora indigna e revolta, amanhã já foi esquecido, sem consequências, nem acção, por isso ainda nos faltam assinaturas! Isto para não falar dos medos, dos medos que continuam a tolher e encolher as pessoas, que cada vez mais se auto-censuram e se privam da sua própria liberdade.
Lamentavelmente é grande a minha indignação e revolta, com o estado a que chegou Portugal: a corrupção que parece endémica, aparecem novos casos cada dia; a justiça que não actua; a decadência dos equipamentos em todos os sectores é evidente e cada vez mais preocupante; a falta de compromisso dos dirigentes, a ganância e ambição e os interesses económicos a sobreporem-se a qualquer valor humano.
Mas, o ano está a chegar ao fim e novo ano se seguirá, neste círculo de tempo em que o fim é sempre um recomeço. 
Vamos agarrar o nosso projecto de lei como se fosse a primeira vez, precisamos de mais gente empenhada e activa, a nossa Iniciativa Legislativa de Cidadãos tem de demonstrar que a Cidadania tem força, tem poder.
Será o início de uma mudança de paradigma para a próxima legislatura. 
Vamos em Frente, vamos vencer as PPP-Rodoviárias. 

13 de Dezembro de 2018
Maria Teresa Serrenho

2 comentários:

  1. É verdade tudo o que disse mas, temos de considerar o modo de estar dos porugueses na sua maioria. Ainda não foi possivel recolher as assinaturas necessárias à iniciativa, mas, convém recordar que quando Socrates fazia comentários na RTP, foi num instante que se reuniram mais de 50.000 assinaturas numa petição que exigia afastá-lo desses comentários. Recordar também que num instante os donos das grandes superficies conseguiram arregimentar 100.000 assinaturas numa petição para que as grandes superficies podessem estar abertas até à meia noite. Será fácil recolher apoio para uma qualquer alarvidade que meta futebol. Como se vê, é dificil, muito difícil recolher as assinaturas necessárias para exterminar uma coisa de que toda a gente se queixa. A maioria do nosso povo é mesmo assim, unida na imbecilidade, reservado no que interessa.

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  2. Sem ovos não se fazem omolettes! Há ue distinguir duas coisas :....As acções louváveis e dignas de registo e aplauso da Frente Cívica que têm como objectivo, mudar aspectos/resultados específicos da actuação de políticos e governantes que suportam o sistema político-partidário-governativo vigente e... As acções que é preciso que sejam tomadas, para mudar esse mesmo sistema. O problema está no sistema vigente e nos agentes políticos, partidários e governativos que garantem a sua continuidade, com a continuidade das suas acções , que se conhecem cada vez mais (por quem não nada cá neste mundo para ver andar os outros) como extremamente prejudiciais ao País e à vida dos portugueses. Portanto...é preciso entender que, através de movimentos cívicos, NUNCA o sistema actual e as poucas-vergonhas a ele inerentes (a começar pela corrupção instalada no Estado, nas suas Instituições, nos Bancos, nas Empresas Públicas, nas Autarquias etc...e a acabar na impunidade dos criminosos ligados ao Poder, passando pelos desrespeito descarado pelos direito mais elementares dos portugueses que trabalham, dos reformados, dos pensionistas, dos contribuintes, dos militares, dos ex-combatentes, dos doentes, das classes profissionais mais essenciais ao bem-estar da população, etc, etc, etc,...) irão mudar, porque este sistema instalado tem muitos anos de implantação e consolidação. A resposta está só e apenas num valentíssimo MURRO NA MESA, que tem de ser dado para que caia o Governo actual, caiam os Orgãos de Soberania actuais, caiam as leis actuais, caia a Constituição actual, porque... TODOS ELES SE TÊM MOSTRADO CONIVENTES COM O ACTUAL SISTEMA E APOIANTES DA SUA CONTINUIDADE. Só com uma acção que comece pela implantação de um GOVERNO DE SALVAÇÃO NACIONAL, para a criação de novas Leis, com Nova Constituição, novas eleições e novas garantias de que os políticos e governantes não continuarão a usar o Poder em proveito próprio ou dos amigalhotes que fazem parte dos gangs por si organizados (passando por cima dos interesses fundamentais do País e da sua população) é que o País para uma Democracia e um Estado de Direito... A SÉRIO ! A minha proposta é que...se faça/inicie também um movimento cívico, de consciencialização da população para a necessidade URGENTE da mudança de regime político-partidário-governativo, apelando aos Orgãos de Soberania que têm O DEVER e a OBRIGAÇÃO de não deixar que se continue a verificar a destruição do País e da qualidade de vida da sua população a que os portugueses têm vindo a assistir, DE FORMA CALMA, SERENA, PACTUANTE EINCONSCIENTE para o perigo que isso representa para as gerações futuras (as dos nosso filhos e netos). Essa Organização tem pessoas competentes e capazes de langarem uma "cruzada" dessas (a começar pelo Prof. Paulo de Morais) e tem também informação suficiente para denunciar publicamente todos os atropelos à Dignidade humana, à Verdade, à Honra, à Democracia e ao Estado de Direito que têm vindo a ser cometidos, pelos gangs de mafiosos que se organizaram em redor dos dinheiros públicos, protegendo os mais poderosos e sacrificando os mais vulneráveis socialmente, nestes últimos 40 anos, por parte de políticos e governantes. As PPP.s são importantes de acabar ? ...SÃO !MAS O MAIS IMPORTANTE É ACABAR COM O ACTUAL SISTEMA DE POUCAS-VERGONHAS, QUE TODOS OS DIAS SÃO COMETIDAS NA CARA DOS PORTUGUESES... que não merecem que isso aconteça ! Fica feita aqui então esta minha propopsta .... que é construtiva, realista e patriota !...Contem com a minha assinatura desde já para um abaixo-assinado nesse sentido.... se a quiserem levar para diante! Bem hajam pela Vossa acção. ABÇ.

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