domingo, 9 de abril de 2017

Conclusões da Conferência "Parcerias Público-Privadas Rodoviárias", por Paulo de Morais

Conclusões da Conferência "Parcerias Público-Privadas Rodoviárias", por Paulo de Morais:

A Conferência sobre PARCERIAS PÚBLICO-PRIVADAS foi um dos momentos mais marcantes na vida da (jovem) Frente Cívica, como poderão testemunhar os participantes, associados da Frente que se deslocaram ao Porto, desde todo o País, do Alto-Minho ao Algarve.
Fizemos uma radiografia completa do problema, com a ajuda do João Paulo Batalha, do Michael Ferrada, do José Maria Costa, do José Matos e da Sandra Ramos.
CONCLUSÕES:
1. as PPP são um cancro nas finanças públicas que tem de ser extirpado; além de constituírem um problema com grave impacto em alguns territórios e para algumas populações;
2. MAS... recusamos-nos a aceitar a inevitabilidade do problema. As PPP não podem ser nem irresolúveis nem irreversíveis.
3. Assim, a FRENTE CÍVICA irá, em dois meses, apresentar aos seus associados (em Assembleia Geral) uma proposta de solução económica, financeira, jurídica e política para este problema crónico da vida nacional - as PPP.
Contaremos depois com o apoio de todos para implementação da solução proposta.
VAMOS!

quarta-feira, 5 de abril de 2017

O 1.º Encontro "Caminhos da Frente" realizou-se na Figueira da Foz, e foi subordinado ao tema:" O Risco de Corrupção na Concentração de Poder nas Autarquias". Paulo de Morais 2.ª parte

O 1.º Encontro "Caminhos da Frente" realizou-se na Figueira da Foz, e foi subordinado ao tema:" O Risco de Corrupção na Concentração de Poder nas Autarquias".
A qualidade das imagens não serão as melhores, mas dá para acompanhar as intervenções de Mário Frota e Paulo de Morais.

Paulo de Morais, 2.ª parte

O 1.º Encontro "Caminhos da Frente" realizou-se na Figueira da Foz, e foi subordinado ao tema:" O Risco de Corrupção na Concentração de Poder nas Autarquias"

O 1.º Encontro "Caminhos da Frente" realizou-se na Figueira da Foz, e foi subordinado ao tema:" O Risco de Corrupção na Concentração de Poder nas Autarquias".
A qualidade das imagens não serão as melhores, mas dá para acompanhar as intervenções de Mário Frota e Paulo de Morais.

Paulo de Morais 1.ª parte.

1.º Encontro "Caminhos da Frente" - Mário Frota - conclusão da sua intervenção.

1.º Encontro "Caminhos da Frente" - Figueira da Foz -Mário Frota

O 1.º Encontro "Caminhos da Frente" realizou-se na Figueira da Foz, e foi subordinado ao tema:" O Risco de Corrupção na Concentração de Poder nas Autarquias".
A qualidade das imagens não serão as melhores, mas dá para acompanhar as intervenções de Mário Frota e Paulo de Morais.

terça-feira, 4 de abril de 2017

Janela da Frente - PARTIRAM MUITOS... DEMASIADOS!...- Maria Teresa Serrenho



Partiram muitos...demasiados!...


Quando se aproxima a hora da despedida, sempre teimamos em dizer que não será um adeus, que será apenas um até logo, mas, infelizmente a vida já me mostrou muitas vezes que assim não é.

A distância e a vida afastam as pessoas.

Quem parte conhecerá outras pessoas, outras realidades, terá outras rotinas, que a pouco e pouco irão afastando as suas vidas, das nossas vidas.

É para mim um "dejá vu", já vi partir o meu filho, muitos amigos, muitos conhecidos. Quantas vezes não tive também vontade de partir?!

Mas fiquei, fiquei sempre, neste país, nesta cidade que me viu nascer, nestas ruas que me conhecem de cor, nas pedras daqueles pavilhões, onde aprendi as primeiras letras, na sombra daquelas árvores que me viram baloiçar, as mesmas árvores que protegeram os nossos beijos de namorados...

Partiram muitos, demasiados, uns impulsionados pelo sonho de uma vida melhor, pela aventura, pela procura de novas experiências. Esses que vão e vêm, aprendem, crescem, trarão novas ideias, novos ideais, fazem do Mundo um lugar mais pequeno, levam alguma coisa de nós Portugueses, trarão novas coisas de outras culturas. Numa perspectiva de Universalidade, como só os Portugueses sabem ter (como dizia Fernando Pessoa, citado por Paulo de Morais).

Mas depois há os outros, os inocentes, esses foram obrigados a partir, uns mais velhos, outros mais novos, com alguma esperança na bagagem, mas muita raiva no coração.

São vitimas de gente que se julga dona de tudo, de gente que se considera superior aos outros, de gente que usa o poder que recebeu do povo, para se governar, a si e aos amigos, em vez de governar o país e o bem comum, gente que é capaz de amesquinhar, de destruir, de banalizar aquilo que deveria ser especial e único.

Mas o país não é feito apenas dessa gente, desses seres pseudo-superiores que desprezam e tentam humilhar quem não siga e acompanhe o seu "superior" pensamento. Portugal também é feito de pessoas que trabalham arduamente, de pessoas simples que amam o seu país, a sua terra e que confundem muitas vezes, o amor que lhes têm, com os "poderosos" que a "governam", considerando assim que não podem discordar deles, têm mesmo medo de que isso seja trair a sua terra, o seu país, afinal são eles que mandam, que têm o poder!

Portugal fica mais pobre, um país é feito dos que chegam e dos que estão, a distância dos que vão, afasta-os deste coração pulsante do país e vão torná-lo, com certeza, mais pobre.

Nesta época de amigos virtuais e de cidadãos do Mundo, as pessoas sentem cada vez menos a apropriação das suas terras, talvez por isso se sinta cada vez mais que as cidades estão desumanizadas e vazias, de gente que more, que sinta, que diga: “a minha rua!", "a minha cidade", “a minha terra”!

Não queria mesmo vê-los partir!

Não posso deixar de ter este sentimento de perda e de frustração por Portugal não ter conseguido manter as condições para cativar, aqueles que poderiam ficar.

"Os homens deixaram de ter tempo para conhecer o que quer que seja. Compram as coisas já feitas aos vendedores. Mas como não há vendedores de amigos, os homens deixaram de ter amigos. Se queres um amigo, cativa-me! (in "Principezinho, Saint-Exupéry).

Que o "laço" que ainda os liga ao país seja mais forte que a distância e as contingências da vida, que possam ter a verdadeira liberdade de escolha de voltar ou partir, sem se sentirem empurrados, sem se sentirem estrangeiros na sua terra!
Maria Teresa Serrenho

domingo, 2 de abril de 2017

Janela da Frente - UMA NOVA DIPLOMACIA - Paulo de Morais



Uma Nova Diplomacia
A diplomacia portuguesa não serve o país. Os embaixadores continuam a viver com a pompa e circunstância, reminiscências dos tempos coloniais. Os diplomatas, na sua maioria, constituem uma classe obsoleta, uma verdadeira brigada de “mão fria” de tanto circularem de copo gelado na mão¸ de recepção em cocktail. Divertem-se com os meios públicos, chegando, em alguns casos, a utilizar as embaixadas apenas para festarolas.
Na última década, para tentar justificar a sua existência, a diplomacia mascarou-se: os embaixadores passaram a impulsionadores da internacionalização da actividade económica. Esperar-se-ia que esta consistisse na promoção de produtos nacionais, bem como à abertura de condições à instalação de empresas nos diversos mercados. Mas esta nova diplomacia tem sido apenas a utilização de embaixadas como mais um instrumento da promiscuidade entre a política e os negócios. Neste novo modelo, as empresas protegidas do regime prosperaram além-fronteiras. Com José Sócrates, a J.P. Sá Couto e o Grupo Lena ganharam negócios na América Latina. Já no consulado de Passos Coelho, Paulo Portas promovia em Angola a Mota Engil, grupo empresarial para o qual acabou por ir trabalhar. E a soleníssima viagem de Cavaco Silva à China teve como principal feito a celebração de um acordo entre o China Development Bank e… o BES de Ricardo Salgado. Já com o actual governo, tem havido umas tentativas tíbias de mudança do paradigma, em particular no apoio aos emigrantes. Mas sabe a pouco.
A diplomacia tem de revolucionar-se. Urge colocar definitivamente as embaixadas e consulados ao serviço de Portugal e, muito em particular, da comunidade emigrante. Deve disponibilizar serviços públicos simplificados e descentralizados, proporcionar pontos de apoio aos portugueses que viajam - empresários, estudantes ou turistas - sem qualquer tipo de discriminação.
Para além disso, a diplomacia deve apoiar a disseminação internacional da língua e cultura portuguesas. O Instituto Camões deve deixar de ser uma reserva para nomeações político-partidárias e assumir-se como um instrumento de verdadeira difusão cultural 
A diplomacia que serve Portugal é a que potencie a melhor característica do povo português: a universalidade. Tudo o resto é supérfluo ou até perverso.
Paulo de Morais